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Ozonioterapia

Ozonioterapia: o que é, como funciona e para quem é indicada

Dra. Valéria Leite··7 min de leitura
Ozonioterapia: o que é, como funciona e para quem é indicada

O ozônio (O₃) é uma molécula formada por três átomos de oxigênio. Em concentrações terapêuticas controladas, ele age como um potente modulador biológico — estimulando defesas antioxidantes, melhorando a oxigenação tecidual e regulando o sistema imunológico. No Brasil, a ozonioterapia é reconhecida como prática complementar pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 2.181/2018) e pelo Conselho Regional de Biomedicina.

Como o ozônio age no organismo

Ao entrar em contato com fluidos biológicos, o O₃ desencadeia uma cascata oxidativa controlada que ativa a via Nrf2 — um dos principais reguladores da resposta antioxidante celular. Isso resulta em aumento da produção de enzimas como superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase. Paralelamente, o ozônio melhora a deformabilidade das hemácias e aumenta os níveis de 2,3-DPG, favorecendo a liberação de oxigênio para os tecidos (efeito de Bohr).

As vias de aplicação variam conforme a indicação clínica: autohemoterapia maior (reinfusão de sangue ozonizado), autohemoterapia menor (injeção intramuscular), insuflação retal, aplicação tópica em feridas e infiltrações articulares. Cada via tem protocolos específicos de concentração e volume, que devem ser rigorosamente seguidos por profissional habilitado.

Indicações mais comuns no consultório integrativo

Na prática clínica, a ozonioterapia tem se mostrado eficaz como adjuvante no tratamento de dores articulares (artrose, lombalgia crônica), processos inflamatórios sistêmicos, herpes zoster, fibromialgia, fadiga crônica e na recuperação de feridas de difícil cicatrização — incluindo pé diabético. A literatura científica conta com mais de 3.000 publicações indexadas sobre o tema.

A contraindicação absoluta mais relevante é a deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), condição que predispõe à hemólise. Gestantes, pacientes com hipertireoidismo não controlado e casos de trombocitopenia severa também requerem avaliação cuidadosa. Uma anamnese detalhada é sempre o primeiro passo antes de iniciar qualquer protocolo.

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